Todo dono faz a mesma primeira conta: quanto custa a assinatura. É uma parte pequena do custo total.
O que custa
Alguns custos aparecem na fatura: a assinatura ou a licença por pessoa, o uso cobrado por consumo, já que muitos serviços cobram por token, e, quando há integração com sistemas, o trabalho de quem faz. Outros ficam escondidos: o tempo de aprendizado, o tempo de revisão, a organização dos processos e dos dados, a segurança e, mais tarde, a troca de ferramenta.
O que volta
Horas economizadas, erros evitados, atendimento mais rápido, venda que não se perdeu. Só conta o que vira algo: hora ganha que some na rotina não paga nada, como vimos no artigo 13.
A conta
Ganho por mês é igual às horas economizadas, menos as horas gastas conferindo, vezes o custo da hora. Desse valor, tire o custo mensal da ferramenta. O investimento inicial, dividido pelo que sobra a cada mês, diz em quantos meses ele volta.
Um exemplo: cinco pessoas que economizam 4 horas por semana cada uma somam cerca de 80 horas por mês. Vinte horas vão para a conferência, e sobram 60. A R$ 40 por hora, são R$ 2.400. Com licenças de R$ 500 por mês, sobram R$ 1.900. Se o treinamento e a organização dos processos custaram R$ 3.800 no início, o investimento volta em 2 meses.
Números estimados. Personalize para o contexto do seu negócio: a conta muda com o seu salário, a sua equipe e a sua ferramenta.
A conta não promete retorno. Ela serve para olhar o investimento antes de fazê-lo e saber, depois, se ele se pagou.
Com a conta feita, chega a hora de decidir por onde começar. É o próximo artigo.
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Decidir sobre IA com critério