A tentação é começar pelo mais impressionante: um robô que atende sozinho, um relatório que se escreve sozinho. Costuma dar errado, porque o mais impressionante quase nunca é o mais simples.
Como escolher o primeiro caso
Faça uma lista das tarefas que a equipe mais repete ou mais detesta. Para cada uma, pergunte se acontece com frequência, se é feita com texto ou com padrão, se um erro custa pouco, se dá para medir o antes e o depois e se alguém da equipe quer ser o responsável. A tarefa que ganhar mais respostas positivas é a primeira.
Tarefas que combinam bem: responder dúvidas que se repetem, resumir reuniões e documentos, redigir primeiras versões de propostas, organizar informações que hoje chegam soltas.
Como conduzir
Prefira uma tarefa interna, longe do cliente. Teste por 30 dias, com duas ou três pessoas. Anote o tempo e os erros de antes e de depois. No fim, decida entre seguir, ajustar ou parar.
Parar também é resultado, e um resultado barato. Um teste pequeno que mostra que uma ideia não serve poupou a empresa de um erro grande.
Escolhido o problema, falta decidir o quão fundo entrar. O próximo artigo mostra os níveis de uso.
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