Duas pessoas pedem a mesma coisa à IA. A primeira escreve: faça um texto para o meu site. Recebe algo correto e genérico, que serviria para qualquer empresa. A segunda escreve quem é a empresa, quem vai ler, o que o leitor precisa decidir, o tom e o tamanho do texto. Recebe um rascunho que já parece da casa. A ferramenta é a mesma. O que mudou foi o pedido.
Saber pedir
Um bom pedido começa pelo contexto: quem você é e o que precisa. Depois vem o objetivo, ou seja, o resultado esperado. Vale dizer também para quem o texto vai, que é o público, e em que formato ele deve vir, com tamanho, tom e estrutura. Quanto mais claro o pedido, menos você corrige depois.
O pedido também é uma conversa. Se a primeira resposta não serviu, diga o que faltou e peça outra. Ninguém acerta de primeira, nem com uma pessoa.
Saber conferir
Confira os fatos: números, nomes, datas, leis. Pergunte à própria IA de onde tirou a informação e verifique a fonte por conta própria. Se a resposta afeta um cliente, um contrato ou dinheiro, uma pessoa que entende do assunto revisa antes de sair.
Saber o que não entregar
Não cole dados de clientes, senhas, contratos ou informações confidenciais em ferramentas cujas regras você não leu. O artigo 14 explica os motivos e o que a lei diz.
Saber usar é metade do caminho. A outra metade é a empresa estar pronta para receber a IA, e esse é o tema do próximo artigo.
O passo a passo completo está no guia A Hora da IA
Os artigos dão a direção. O guia traz o método, as ferramentas e o plano dos primeiros 90 dias, com preço de lançamento até 31/10.
Decidir sobre IA com critério