Você digita: escreva uma resposta educada para um cliente que reclamou do prazo de entrega. Poucos segundos depois, aparece um texto pronto, com o tom certo e o pedido de desculpas no lugar. Ninguém deixou esse texto guardado esperando por você. Ele foi criado ali, naquele momento.
Essa é a marca da IA generativa: em vez de reconhecer ou prever, ela produz conteúdo novo. Pode ser texto, imagem, áudio, vídeo ou código de programação.
Como ela cria
Nos modelos que escrevem, o princípio é mais simples do que parece. Depois de ler uma quantidade gigantesca de texto, o modelo aprendeu quais palavras costumam vir depois de quais. Ele escolhe uma palavra provável, depois a seguinte, e assim monta a resposta inteira. Pense em alguém que leu tudo sobre atendimento a clientes e escreve com a fluência de quem viu mil casos. Tem a fluência, mas não viveu nenhum deles.
Foi isso que colocou a IA ao alcance de qualquer pessoa. Antes, usar IA pedia uma equipe técnica. Agora pede uma boa pergunta, escrita em português.
O cuidado que vem junto
A fluência tem um preço: a IA generativa escreve bonito mesmo quando está errada. Ela pode inventar um número, uma lei ou uma fonte que não existe e apresentar tudo com a mesma segurança. Isso se chama alucinação. Por isso, o que ela entrega é um rascunho, e a conferência continua sendo sua.
Um aviso sobre a sigla. Você vai ver IAG tanto para IA generativa quanto para IA geral, e são coisas diferentes. Nesta série, IAG é IA geral, e a generativa aparece por extenso. O que está ao seu alcance hoje é a generativa. A geral, que ainda é meta de pesquisa, é o tema do próximo artigo.
O passo a passo completo está no guia A Hora da IA
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Decidir sobre IA com critério